Poucas páginas, muitas palavras.

Acumulados sobre prateleiras, formando o corpo das estantes e a alma das bibliotecas.
Existe essa quantidade absurda de livros, páginas e palavras.
Uma massa infindável de histórias e pontos de vistas distintos.
De vidas e pensamentos.
Mas quem lê essas vidas?
Quem escuta esses pensamentos?
De quem são esses olhos que deveriam vasculhar essas letras?
Se não temos tempo nem mesmo para ouvir as pessoas que estão ao nosso lado.
Se não escutamos sequer nossos próprios pensamentos.
Se não consideramos que existem outras histórias além da nossa.
Outras pessoas além do Eu.
Se não vemos isso...
Por que iríamos ouvir outras vozes?
Por que iríamos ler outras palavras?

Há mais palavras do que olhos.
São muitas palavras.
Para poucos olhos.

Comentários

juliana delmonte disse…
bowuuua, meu querido amigo.